A Casa das Belas Adormecidas

Sexta-feira, 29 Setembro, 2006

Autor: Yasunary Kawabata

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Esta pequena história de Kawabata tranporta o leitor para um universo imaginário de extrema beleza, quase erótico. Através dos olhos de um velho, que vai visitar uma casa “secreta”, conhecemos um ambiente de luxo, perfeição e detalhe, onde as raparigas estão a dormir. O pormenor é mesmo uma das principais características de Kawabata. O erotismo é criado através de um jogo de palavras muito caracteristico da escrita oriental. Um pequeno livro que se revela como um texto bastante interessante e de fácil leitura.

Jorge Gomes, 32 anos, Professor

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entrada nº 0007

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Farenheit 451

Terça-feira, 26 Setembro, 2006

Autor: Ray Bradbury 

farenheit.jpgNuma sociedade futurista do séc XXV, os livros são proibidos e, assim que encontrados, queimados pelos bombeiros, como se fossem uma ameaça à sociedade. Nesta realidade foi inspirado o título do livro: a temperatura na qual o papel começa a arder. A história retrata o bombeiro Guy Montag, que começa a questionar a maneira como as coisas funcionam e o perigo representado pelos livros. Não demora muito tempo até que ele se aperceba da futilidade da sua vida da sua mulher Mildred e dos seus amigos, perdida entre paredes falantes e famílias virtuais.

Bruno Duarte Eiras, 29 anos, bibliotecário

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entrada nº 0006


Vates A. G. B.

Terça-feira, 26 Setembro, 2006

Autor: Ana Margarida Oliveira                                              

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O típico livro de Verão. “Vates A. G. B.” liga duas estórias de amor, uma passada a bordo de uma nau da Carreira da Índia no século XVII, outra nos dias de hoje. Como elo de ligação está uma suposta trama, quase policial, em volta das profecias de Bandarra. De forma leve, Ana Margarida Oliveira, conta-nos dois romances proibidos com um leve sabor a mistério e ao qual ainda se juntam uns pós de esoterismo. Da mistura sai um livro leve para ser consumido, de preferência em dias ensolarados.

Rui Godinho , 33 anos, Funcionário da C.M.O.

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entrada nº: 0005


O Fim

Quinta-feira, 21 Setembro, 2006

Autor: António Patrício                              

Um país em crise, invadido por tropas estrangeiras, que num acto de heroismo resolve matar-se (leia-se Portugal entre o ultimatum inglês e a queda da monarquia) é a personagem principal desta obra. Da autoria de um escritor infelizmente pouco conhecido, esta peça retrata o Portugal decadente da transição do séc. XIX para o séc. XX através de uma Rainha Velha sozinha e louca que deambulando pelo Paço apenas encontra amparo nos amigos, criados mais fiéis e na figura de um “desconhecido”. Uma leitura adequada aos tempos de crise pelo retrato negro dos dias, mas também pela mensagem de futuro que transmite. Um bom começo para descobrir a obra de António Patrício.

Bruno Duarte Eiras, 29 anos, bibliotecário

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entrada nº 0004