Agosto 2006

Título: A biblioteca
Autor: Zoran Zivkovic


De quem se fala:
Zoran Zivković nasceu em Belgrado, ex-Jugoslávia, em 1948. Em 1973 graduou-se pela Faculdade de Filologia da Universidade de Belgrado, e em 1982 completou o seu doutoramento em Teoria da Literatura. Vive em Belgrado com a sua esposa Mia, os seus dois filhos Uros e Andreja e os seus três gatos.
É autor de três romances e nove volumes de contos, bem como de vários volumes de ensaios sobre a literatura fantástica. Com esta obra recebeu o World Fantasy Award que, como escritor não-anglófono, partilha com apenas três outros nomes: Jorge Luís Borges, Patrick Süskind e Italo Calvino.


O que se diz:
A Biblioteca, que o próprio autor define no seu site como um romance em mosaico, consiste num ciclo de seis histórias interligadas pela mesma temática – os excessos e pesadelos que advém dos livros.
Logo nas primeiras leitura observam-se influências de José Luís Borges e de Kafka, sendo os contos permeados por situações absurdas que não escondem uma certa angústia por trás de uma aparentemente sólida racionalidade. 
Cada conto revela uma personagem envolvida numa difícil e atormentada relação com os livros, por vezes em registo humorístico, outros surreal, mas sempre com histórias que revelam mais do que aparentam.

Está dito:
«Segundo parecia, sempre que abria aquele livro estava perante um novo romance, inédito e genial. Comecei a abri-lo e fechá-lo rapidamente. Enfeitiçado, observava os títulos a substituírem-se uns aos outros. De repente parei a meio de um movimento. O que acontecia com uma obra depois de eu fechar o livro? Com a minha precipitação infantil tinha perdido para sempre várias obras-primas em potência da literatura universal.»

Cavalo de Ferro ; 96 pág.

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Título: Nem tudo começa com um beijo
Autor: Jorge Araújo e Pedro Sousa Pereira


De quem se fala:
Jorge Araújo nasceu em Cabo Verde. Fez o curso de Comunicação Social e Teatro na Universidade Católica de Lovaina. Trabalhou nos jornais O Independente, e na TVI e BBC World Service. Venceu o Grande Prémio Gazeta do Clube de Jornalistas (1999) e foi galardoado com o Prémio AMI – Jornalismo contra a Indiferença (2003). Em 2000 publicou Timor, o Insuportável Ruído das Lágrimas.
Pedro Sousa Pereira nasceu em Angola em 1966. Frequentou o curso de Comunicação Social da Escola Superior de Jornalismo do Porto.
Como jornalista, esteve ligado ao Comércio do Porto, participou na fundação da Rádio Nova e integrou a redacção da Rádio Macau. É jornalista da SIC desde 1997 e faz parte da equipa que fundou a SIC-Notícias.
Em 2003, venceram o Prémio Literatura Gulbenkian com o livro Comandante Hussi.

O que se diz:
O livro apresenta-nos o mundo como sendo uma casa, que tem Cave e Sótão. A Cave são os buracos do esgoto que servem de tecto a Fio Maravilha e a todos os outros meninos que não têm para onde ir. Na mesma linha alegórica, o Sótão é a cidade (que fica por cima do chão e por debaixo do céu). Tem basílicas grandiosas, mesquitas com crescentes dourados, pontes que ligam margens e vidas. E prédios com vista sobre a solidão, onde as pessoas se cruzam nos elevadores, dizem ‘bom dia’, ‘boa tarde’ mas não se conhecem. É num deles que vive Nuvem Maria, a menina dos cabelos de ouro. Fio Maravilha descobriu a paixão em Nuvem Maria. Mas era um amor impossível. Na Cave, Nuvem Maria não era desejada; no Sótão, Fio Maravilha não tinha futuro.

Está dito:
“E falaram. Durante toda a noite, a manhã do dia seguinte, boa parte da tarde. As palavras derrapavam no céu da boca, tanta era a pressa de serem ditas, falaram de tudo e de mais alguma coisa, tinham um mundo de conversa para pôr em dia, muitos segredos para partilhar.”

Oficina do Livro ; 165 pág.

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Título: Em busca do unicórnio
Autor: Juan Eslava Galan


De quem se fala:
Juan Eslava Galan nasceu em Arjona (Jaén) em 1948. Licenciou-se em Filologia Inglesa pela Universidade de Granada e posteriormente estudou no Reino Unido. Em 1983 doutorou-se em Filosofia e Letras com uma tese sobre história medieval. Historiador, ensaista e tradutor, publicou mais de trinta livros, entre os quais se destacam os ensaios “Os templários e outros enigmas medievais”, “A fraude da Semana Santa”, “Amor e sexo na Grécia Antiga”. De entre as suas novelas destaca-se “Em busca do unicórnio” (Prémio Planeta 1987), “El comedido hidalgo” (Prémio Ateneu de Sevilha 1991), “Statio Orbis e Senhorita” (Prémio de novela Fernando Lara 1998).

O que se diz:
Em finais do século XV o Rei Henrique sofre de um mal incurável e secreto: impotência. A única solução é conseguir uma infusão à base de pó de corno de unicórnio, um animal que se acredita existir nos locais mais recônditos de África. Para levar a cabo tal missão é designado um fidalgo cujo único mérito é ter estado sob as ordens de um Marquês, para isso é-lhe atribuído um pequeno exército para proteger uma mulher virgem, única virtude que poderá acalmar a fúria do unicórnio no momento de o capturar. No entanto, a tarefa não é fácil e o que inicialmente parecia uma viagem, em tudo semelhante a um passeio, rapidamente torna-se numa jornada que os leva a conhecer outras culturas até às costas africanas, por entre doenças e escaramuças.

Está dito:
Sabes que animal é este?
E eu, não querendo parecer rústico, não sabia o que havia de lhe responder porque em toda a minha vida nunca tinha visto um cavalo assim guarnecido de um corno.
– Cavalo é, meu amigo, mas de uma espécie de cavalos como nunca se viu pelos nossos reinos. Estes cavalos unicórnios nascem nos pastos de África, para lá das terras dos mouros. El-Rei nosso senhor quer que tu e outros ides até lá e que lhe tragais um destes cornos. El-Rei necessita dele para que os seus boticários retirem certos pós de virtude que são muito salutíferos e necessários para o bom serviço de El-Rei nosso senhor. Mas disto importa muito que ninguém saiba nem uma palavra nem que embaixada levais, e por isso ireis sob o disfarce de outro negócio que vos será explicado.
E foi assim que me vi embarcado em busca do unicórnio.

Quetzal; 260 pág.

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Título: Um deus passeando pela brisa da tarde
Autor: Mário de Carvalho


De quem se fala:
Mário de Carvalho nasceu em Lisboa, em 1944. Licenciou-se em Direito, em 1969. O serviço militar foi interrompido por prisão em Caxias e, posteriormente, em Peniche, por actividade política contra a ditadura. Mais tarde exilou-se em França e na Suécia. Regressa após o 25 de Abril de 1974.
O estilo de Mário de Carvalho não se reconhece em nenhuma escola, e o seu registo é de uma grande modernidade. A crítica aponta-o unanimemente como um dos mestres do romance português contemporâneo. Em 2004 foi o Vencedor do Grande Prémio de Literatura ITF/DST.

O que se diz:
Estamos no século III, numa cidade da Lusitânia sob administração romana. O Império atravessa uma crise, marcada pela ameaça dos bárbaros do sul, pelo fervilhar das intrigas políticas e especialmente pela expansão de uma seita religiosa cada vez com mais seguidores – aos cristãos. Retratando com lucidez a sua época e fixando-se em certas personagens fortes, este romance dá-nos a perspectiva de um homem que procura a todo o custo manter a rectidão e a serenidade dos seus princípios estóicos, em face de um mundo agitado por paixões que o seduzem, mas que nunca chega a entender profundamente por fazerem parte de um outro universo.

Está dito:
“O ruído seco do pau ferrado com que o escravo acentuava os passos ia ecoando pelos telhados e despertando, aqui e além, o sobressalto dos cães. Calculei que, visto de baixo, pareceria fantasmagórico, o espectáculo de dois homens, peregrinando por sobre arcos, de madrugada, acima da cidade, à luz duma tocha. Que diria algum noctívago se reconhecesse o seu duúnviro a funambular no aqueduto? Que prodígios se inventariam? Que rumores? Que alarmes? – Olha-me esse bordão! Nada de barulho! – ordenei ao escravo.”

Ed. Caminho; 319 pág.

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Título: Os Homens das Cavernas Também Oferecem Toblerones
Autor: Francisco Salgueiro


De quem se fala:
Francisco Salgueiro nasceu em 1972. Escreveu na imprensa, colaborando com jornais como o Independente ou revistas como a Máxima. Actualmente mantém a escrita para a Notícias Magazine, Adolescentes e Telecabo. Em 2000 fundou uma empresa de conteúdos para Televisão, Internet e Televisão interactiva. O primeiro livro, Homens há muitos, saiu em 2003. Regista já quatro romances e durante uma incursão pelos Estados Unidos da América escreveu mais dois guiões para cinema.

O que se diz:
Mais depressa os homens regressam à Lua do que têm os pés assentes numa relação. E Diogo não é excepção. Ele é como Ibiza: está permanentemente em festa. Até que sente um vazio e a necessidade de se evadir e fazer uma caminhada de descoberta pessoal. Depois de uma viagem espiritual à Índia começa a acreditar que a vida também é feita de sentimentos. Em Miami conhece Rita. Um ano depois reencontram-se em Sintra e apaixonam-se, mas uma viagem a Chernobyl afectará para sempre a relação.
Teremos apenas um grande amor na nossa vida? Alguém que nos marcará para sempre, aconteça o que acontecer? Alguém que consiga transformar radicalmente a nossa perspectiva da vida, do amor e de nos próprios? Ou será que é apenas conversa da Oprah?

Está dito:
“Se neste momento perguntam: “Então, houve beijo, ou não? E se ouve, porque não assistimos? És tímido, reservado ou simplesmente beijas mal e não querias que soubéssemos?”
Bem… no último relato que fiz na fase pré-beijo, o nosso olhar dizia: “Sim, está confirmado, vamos beijar-nos.” Só que meio milésimo de segundo depois ouvimos cric… cric altíssimo. Não percebi se foi um grilo ou uma gaivota com asma, mas a verdade é que rapidamente o nosso olhar passou a: “Que situação embaraçosa. Vamos beijar-nos? Mas como?! Mal nos conhecemos.””

Oficina do Livro ; 235 pág.

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Título: O Último Cabalista de Lisboa
Autor: Richard Zimler

De quem se fala:
Richard Zimler nasceu em Roslyn Heights, um subúrbio de New York, em 1956. Estudou religião e mais tarde jornalismo em Stanford, tendo exercido a profissão durante mais de oito anos. Em 1990, muda-se para o Porto, Portugal, onde ensina jornalismo à 15 anos, primeiro no Escola Superior de Jornalismo e agora na Universidade do Porto. Richard publicou mais de 20 Contos e novelas durante a última década, assim como seis romances que se tornaram best-seller’s em países como Os Estado Unidos, Portugal, Inglaterra ou a Austrália. Os prémios têm sido também muitos. Zimler mantém-se como correspondente literário para o L.A. Times e o San Francisco Chronicle. Quando não escreve gosta de se dedicar à jardinagem.

O que se diz:
O Último Cabalista de Lisboa é um romance cuja acção decorre em 1506 entre os judeus forçados a converter-se ao cristianismo, no reinado de D. Manuel I. Em Abril desse ano, durante as celebrações da Páscoa, cerca de 2000 cristãos-novos foram assassinados num pogrom e os seus corpos queimados no Rossio. As principais personagens pertencem a uma família de cristãos-novos residente em Alfama, cujo patriarca, Abraão Zarco, é um iluminador e membro da célebre escola cabalística de Lisboa.

Está dito:
“Atravessar a Rua Nova d’El Rei é um inferno, com o fedor a suor dos vendilhões e dos animais e das especiarias. Abro caminho por entre a turba rumo à Rua dos Douradores e viro em direcção ao solar de Miguel Ribeiro. No exterior perfilam-se dois guardas de armadura, com as alabardas empunhadas por mãos enluvadas. O mais baixo dos dois, um homem de ar doentio com um lábio leporino, segue-me com um olhar suspeitoso.”

Quetzal; 313 pág.

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Título: Os Bichos
Autor: Miguel Torga


De quem se fala:
Miguel Torga , pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha (São Martinho de Anta, 12 de Agosto de 1907 – Coimbra, 17 de Janeiro de 1995) foi um dos mais importantes escritores portugueses do século XX. A obra de Torga tem um carácter humanista: criado nas serras trasmontanas, entre os trabalhadores rurais, assistindo aos ciclos de perpetuação da Natureza, Torga aprendeu o valor de cada homem, como criador e propagador da vida e da Natureza. Cultivou a escrita autobiográfica num extenso Diário (escrito entre 1932 e 1994) e nos seis Dias de A Criação do Mundo (publicados em 1937, 1938, 1939, 1974 e 1981), obra que o autor viria a definir como “crónica, romance, memorial e testamento”. Foi o primeiro vencedor do Prémio Camões.

O que se diz:
Escrito em 1940, Bichos é um clássico da literatura portuguesa.
Livro simples, transparente, honesto e sentido. Bichos é, também, o retrato fiel do viver transmontano; uma vida de suor e lágrimas, por entre escolhos e lobos, mas sempre repleta daquela alegria que só o sofrimento pode justificar: a alegria de ser, de viver em comunhão total coma natureza, em fusão permanente com os elementos. Miguel Torga fez desta obra um testemunho impar da união natural entre os Homens e os Bichos – a simbiose da vida. No meio dos dois, a terra, o traço que lhes dá vida. No trabalho, nas paixões e nas dores, os bichos compartilham com os homens as esperanças e as desgraças.

Está dito:
“Mago respirou fundo. Abriu o nariz e encheu o peito de ar ou de luar, não podia saber ao certo, porque a noite era uma mistura de brisa e claridade. Mas fosse de frescura ou de luz a onda que bebera dum trago, de tal modo o inundou, que em todo o corpo lhe correu logo um frémito de vida nova. Esticou-se então por inteiro, firmado nas quatro patas, arqueou o lombo, e deixou-se ficar assim alguns instantes, só músculos, tendões e nervos, com os ossos a ranger de cabo a rabo”

Coimbra Editores; 134 pág.

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Título: A ilustre Casa de Ramires
Autor: Eça de Queirós

De quem se fala:
Eça de Queirós nasceu na Póvoa do Varzim (25 de Novembro de 1845), desenvolvendo a sua vida literária entre meados dos anos 60 e 1900, quando, a 16 de Agosto, morre em Paris. Nesse lapso temporal, Eça marcou a cena literária portuguesa com uma produção literária de alta qualidade, alguma dela deixada inédita à data da sua morte.
Formado na Coimbra romântica e boémia dos anos 60, o jovem Eça acolhe o ascendente de Antero de Quental como líder de uma geração de intelectuais abertos ao influxo de correntes estéticas e ideológicas que se projectam na vida literária desses anos e das décadas seguintes.
O facto de ter saído do país, em 1872, quando parte para o seu primeiro posto consular, em Havana, não impede o romancista de fazer da crítica à vida pública do seu país um dos grandes vectores da sua obra.

O que se diz:
O romance A Ilustre Casa de Ramires vem a ser, por um lado, a cedência de Eça àquilo a que chamara “o latente e culpado apetite pelo romance histórico” e, por outro lado, uma nova oportunidade para pensar ficcionalmente a História de Portugal, em tempo de profunda crise institucional. Ao mesmo tempo, Gonçalo, protagonista d’A Ilustre Casa de Ramires, faz-se novelista de circunstância e, desse modo, projecta no romance traumas e fantasmas que eram os do próprio Eça (o receio do plágio, as dificuldades da escrita, a sedução pela Idade Média, etc.). Eça descreve, com uma grande ironia, o ambiente numa pequena cidade provinciana no Portugal de 1900.

Está dito:
“Quando Gonçalo à tarde, enterrado na poltrona à varanda, releu este capítulo de sangue e furor sobre que se esfalfara durante a semana, pensou que «o lance impressionaria».
Sentiu então o apetite de recolher sem demora os louvores merecidos – e de mostrar a Gracinha e ao padre Soeiro os três capítulos completos, antes de remeter o manuscrito para os «Anais». E mesmo lhe convinha – porque a erudição arqueológica do padre Soeiro forneceria talvez algum traço novo, bem afonsino, que mais avivasse aquela ressurreição da Honra de Santa Ireneia e dos seus senhores formidáveis.”

Livros do Brasil; 362 pág.

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Título: A Vida de Pi
Autor: Yann Martel


De quem se fala:
Yann Martel, filho de diplomatas, nasceu em Espanha, em 1963.
Durante a infância e a adolescência viveu na Costa Rica, França, México, Alaska e Canadá. Já adulto passou largas temporadas no Irão, Turquia e Índia. Depois de ter estudado Filosofia na Universidade de Trent, em Ontário, teve vários empregos até começar a ganhar a vida como escritor aos 27 anos. Actualmente vive em Montreal.

O que se diz:
Depois do naufrágio de um navio de carga, um único bote salva-vidas permanece a flutuar à superfície do agreste oceano Pacifico. A tripulação do barco consiste numa hiena, um orangotango, uma zebra com a perna partida, um tigre de Bengala e Pi Patel, um rapaz indiano de 16 anos de idade. O palco está preparado para um dos mais extraordinários fragmentos de ficção literária dos últimos tempos.

Está dito:
“Estava sozinho e órfão, no meio do pacífico, pendurado a um remo, com um tigre adulto à minha frente, tubarões por baixo, e uma tempestade desenfreada à minha volta. Se eu tivesse considerado as minhas perspectivas à luz da razão, certamente teria desistido e largado o remo, esperando afogar-me antes de ser comido. Mas não me lembro de ter tido um único pensamento durante aqueles primeiros minutos de relativa segurança. Nem sequer dei pelo nascer do dia. Continuava agarrado ao remo, continuava simplesmente agarrado, sabe deus porquê.”

Dífel; 341 pág.

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Título: As intermitências da morte
Autor: José Saramago


De quem se fala:
José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga (Golegã), em 1922. Fez estudos secundários (liceal e técnico) que, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo exercido depois, diversas outras profissões: desenhador, funcionário de saúde e de previdência social, editor, tradutor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance, em 1947. Pertenceu à primeira direcção da Associação Portuguesa de Escritores e foi, desde 1985 a 1994, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do jornal Diário de Notícias. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor. José Saramago foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura 1998 pela The Nobel Foundation.

O que se diz:
A frase inicial “No dia seguinte ninguém morreu” é ponto de partida para ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência. O romance mostra como a agitação e alegria provocadas num país imaginário pela reforma da Morte se transformam logo a seguir num motivo de preocupação, pelo impacto político, económico, social e religioso da nova situação.
Com uma população envelhecida, o governo desse país não sabe como resolver o problema da Segurança Social, as pessoas deixam de saber o que fazer com uma existência imortal e até a fé cristã é colocada em causa, pois sem morte não há ressurreição nem vida eterna.

Está dito:
“Não entendo nada, falar consigo é o mesmo que ter caído num labirinto sem portas, Ora aí está uma excelente definição da vida, Você não é a vida, Sou muito menos complicada que ela”

Ed. Caminho; 216 pág.

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