Dezembro 2006

A MadonaTítulo: A Madona

Autor: Natália Correia

De quem se fala:
Natália Correia (Fajã de Baixo, Açores, 1923 – Lisboa, 1993) é uma das vozes mais fulgurantes e inconfundíveis da literatura portuguesa do século XX. Deixou-nos uma extensa obra que se manifesta em géneros diversos, fundamentalmente: poesia, narrativa, teatro e ensaio.

O que se diz:
Numa linguagem de uma surpreendente riqueza, a autora faz, neste romance, uma espécie de sondagem no ser e no existir do Homem e, sobretudo, uma anatomia do amor como dinâmica do desenvolvimento. Sensorial e sensual, a sua prosa contribui para “espessar” o ambiente, as tensões e as análises carregando-as e saturando-as de uma libido que tudo invade e em tudo se exprime.
in: http://www.leitura.gulbenkian.pt/index.php?area=rol&task=view&id=11610

Está dito:
“Penteio o cabelo de forma a realçar o meu perfil etrusco. Alongo os olhos com o eye-liner. Contemplo-me. Amo-me. Entrego-me a uma paixão sáfica pela ninfa que flutua nas águas do espelho. Depois desgrenho-me, franzo o rosto até parecer uma harpia. Torço os beiços numa careta de gárgula e sinto a tentação de ir para a rua exibir a plenitude desta horripilante fealdade que sou capaz de extrair de mim como um verme de um fruto. Mas a minha feminilidade acaba sempre por vencer e procuro fazer-me bela, o mais apetitosa possível, embora saiba que isso atraíra o enxame das peganhentas moscas que a minha alma vai enxotando pelas ruas, arrebatando-lhes o açúcar do meu corpo como quem esconde um cadáver.”

Notícias Editorial; 181 p.

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O Vento Assobiando nas GruasTítulo: O vento assobiando nas gruas
Autor: Lídia Jorge

De quem se fala:
Lídia Jorge nasceu no Algarve, em 1946. O seu primeiro romance, O dia dos prodígios, foi um importante acontecimento literário, indiciando uma nova fase, de grande qualidade, na literatura portuguesa recente. O cais das merendas e Notícias da cidade silvestre foram ambos distinguidos com o Prémio Literário do Município de Lisboa, seguindo-se A costa dos murmúrios, A última dona, A instrumentalina, O jardim sem limites – distinguido com o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa, A maçon, Marido e outros contos e O vale da paixão, galardoado com o Prémio Dom Dinis, da Fundação Casa de Mateus, Prémio Bordallo de Literatura da Casa de Imprensa, Prémio Máxima de Literatura, Prémio de Ficção do P.E.N. Clube e Prémio Jean Monet de Literatura Europeia – Escritor Europeu do Ano. As obras de Lídia Jorge encontram-se traduzidas em diversas línguas.

O que se diz (Lídia Jorge respondendo em entrevista sobre os propósitos do livro):
Um livro da ordem literária que não inquiete provavelmente não é digno desse nome. Há uma grande diferença entre os livros de ficção que servem o seu tempo, nascem dele e a ele regressam, entretendo de forma amena como um baralho de cartas, e os livros que demandam a nossa dúvida e a nossa interrogação. São estes últimos que fazem nascer o futuro porque acrescentam uma coisa ainda não vivida. Esses livros são pais e mães do futuro.

in: http://www.ualg.pt/jornal/13/not4.htm

Está dito:
“Naquele momento, o bar podia levantar-se sob as próprias canas, deslocar-se durante um quarto de hora e voltar ao mesmo lugar com eles lá dentro. Pousar devagar. As aves podiam partir levando no bico a ponta das ondas. O mar poderia ser erguido no ar pelo impulso das aves. Com o fundo do Oceano aberto, gente que estivesse exilada num outro mundo, à espera, poderia vir acolher-se ali, para fundar uma colónia nova. Gente que se recusasse a falar da dor, isto é, do mal. Isto é, que fosse inocente não por inocência, mas por discernimento. Isso seria possível? «Vamos ver. Nunca falar na dor. Ah! Ah! Como irá ser isso, vamos ver…» – disse ele, divertido, baixando-se para sair pela porta do bar.”

Dom Quixote; 538 p.

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Antónia Mulher CoragemTítulo: Antónia Mulher Coragem
Autor: Vasco Resende

De quem se fala:
Durante anos aliou ao jornalismo a profissão de bancário. No jornalismo passou por diversos órgãos de comunicação social, tais como O Diário Ilustrado, O Século, Jornal Novo, O Norte Desportivo, e muitos outros, tais como o jornal O Sporting, de que foi director. Na rádio, pela RR, RDP, TSF, etc…
Também trabalhou na RTP. Foi correspondente da rádio WEVD, de Nova Iorque, durante mais de uma década. Ao longo da sua vida foi distinguido com diversos prémios de jornalismo: Prémio Alves Teixeira, Prémio Ribeiro dos Reis, cinco Prémios Gandula e um Prémio Gandulão.

O que se diz:
Antónia Mulher Coragem é um livro de homenagem a uma portuguesa de antanho, igual a tantas outras que, da mesma forma, com coragem, mostraram ao mundo a fibra da mulher nascida neste periférico país. Uma das muitas heroínas da expansão e descobrimentos portugueses, Antónia é uma figura fascinante da História de Portugal, a qual, por razões desconhecidas, nunca recebeu a relevância devida.
Este livro é, também, uma homenagem aos cronistas que transmitiram às gerações vindouras as odisseias pelos mares e pelos tempos… e que foram, na verdade, os pioneiros do jornalismo.

Está dito:
“Antónia não se fez rogada e alegremente rodopiou com alguns marinheiros ao som das palmas com que os assistentes marcavam a cadência dos movimentos dos mais entusiastas. Também nessa gingação, D. Manuel Protásio notou nela requebros bem femininos, coisa oculta aos olhares negligentes dos restantes foliões.
Dali saiu o fidalgo ainda mais seduzido pela probabilidade de se encontrar muito perto de deslindar o enigma que, a partir da grave enfermidade contraída por Antónia, havia começado a desdenhar-se como singela suspeita. Apenas isso, nada mais.

Difel; 324 p.

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O HussardoTítulo: O Hussardo
Autor: Arturo Pérez-Reverte

De quem se fala:
Arturo Pérez-Reverte é escritor e jornalista. Como repórter de guerra, cobriu a maior parte dos conflitos bélicos que tiveram lugar entre 1973 e 1994. Escritor de grande êxito, está traduzido em 29 idiomas. É autor de uma extensa obra que com frequência foi adaptada ao cinema. Desde 2003 é membro da Real Academia Espanhola.

O que se diz:
“Um relato intenso e hábil que figura hoje, para mim, como o melhor do conjunto da sua obra. A história pode prender-se com o desenrolar de batalhas mas é, sobretudo, uma reflexão sobre o sentido da vida e a condição humana face a situações extremas.” El Mundo

Está dito:
“Os disparos ouviam-se às vezes no bosque, não longe dele, aumentando a sua aflição. Era impossível averiguar onde estavam as linhas francesas; era necessário esperar pelo amanhecer para se encaminhar em direcção a elas. Estremeceu. A simples ideia de cair nas mãos dos espanhóis angustiava-o a tal ponto que lhe arrancava estertores de animal acossado. Tinha de sair dali. Tinha de voltar para a luz, para a vida.”

Edições ASA ; 140 p.

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O Cemitério dos Barcos Sem NomeTítulo: O cemitério dos barcos sem nome
Autor: Arturo Pérez-Reverte

De quem se fala:
Arturo Pérez-Reverte é escritor e jornalista. Como repórter de guerra, cobriu a maior parte dos conflitos bélicos que tiveram lugar entre 1973 e 1994. Escritor de grande êxito, está traduzido em 29 idiomas. É autor de uma extensa obra que com frequência foi adaptada ao cinema. Desde 2003 é membro da Real Academia Espanhola.

O que se diz:
Um marinheiro sem barco, desterrado do mar, conhece uma estranha mulher, que possui, talvez sem o saber, a resposta a perguntas que certos homens fazem desde há séculos. O autor leva-nos, na companhia de Coy e Tanger, à procura do Dei Gloria, um bergantim que há mais de duzentos anos repousa nas águas profundas do Mediterrâneo. De Barcelona a Madrid, de Cadiz a Gibraltar, ao longo das costas de Cartagena, o objectivo é sempre um tesouro fabuloso, que talvez contenha a resposta a um dos grandes enigmas da história de Espanha.

Está dito:
“Amava aquele mar, que era tão velho, céptico e sábio como as inúmeras mulheres que latejavam na memória genética de Tanger Soto. As suas margens tinham a marca dos séculos, pensou, contemplando a cidade sobre a qual escreveram Virgílio e Cervantes, resguardada no fundo do porto natural entre as altas paredes rochosas que, durante três mil anos, a tornaram quase inexpugnável aos inimigos e aos ventos.”

Edições ASA; 443 p.

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Para a Minha IrmãTítulo: Para a minha irmã
Autor: Jodi Picoult

De quem se fala:
Jodi Picoult, de 38 anos, publicou onze bestsellers e as suas obras estão traduzidas em 18 línguas. Em 2003 foi laureada com o New England Bookseller Award for Fiction.

O que se diz:
Em Para a Minha Irmã a autora evoca com vivacidade o desafio, físico e psicológico, que uma criança desesperadamente doente representa no seio de uma família: “As batalhas políticas e científicas actuais sobre a clonagem e DNA e genes e terapia de substituição levaram-me a pensar acerca das coisas que o futuro pode reservar, a nível pessoal – e daí nasceu a história de Anna e Kate. Se usasse um dos seus filhos para salvar outro, estaria a ser uma boa mãe… ou uma péssima mãe?”. (citada pela editora)

Está dito:
“Quando a Kate nasceu, costumava imaginar como estaria linda no dia do seu casamento. No dia em que lhe diagnosticaram a LPA, em vez disso, imaginava-a a atravessar um palco para receber o seu diploma do liceu. Quando ela teve uma recaída, tudo isto foi pelos ares; imaginei que ela conseguiria festejar o seu quinto aniversário. Actualmente, não tenho expectativas, e desta forma ela supera todas elas.”

Civilização Editora; 407 p.

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Título: Os assassinos
Autor: Elia Kazan

De quem se fala:
Elia Kazan nasceu na Turquia. Estudou arte dramática na Universidade de Yale e no Group Theatre. Em 1947 funda o Actor’s Studio, a mais famosa escola de representação americana e inicia a sua carreira de encenador. No entanto, seduzido pelo cinema, vai ter um percurso brilhante como realizador. É também autor de vários romances, que levados à tela por si próprio.

O que se diz:
A trama ficcional de Os Assassinos tem lugar na América nos finais dos anos 60 e início da década de 70, nos anos dos assassínios políticos, dos homicídios rituais, da morte de estudantes pela polícia e de polícias por delinquentes, numa espiral de violência balizada pelo fim da utopia hippie e pelo pesadelo da guerra do Vietname.
Os Assassinos relata duas mortes violentas, uma no início do livro, outra no fim. Contudo, o núcleo dramático do romance não reside nestes homicídios, mas sim num modo de vida violento. E se o americam dream é assim gravemente atingido, as força naturais da sociedade americana, os seus heróis positivos e redentores encontram neste romance, e na própria história mais recente dos EUA, uma oportunidade nova de salvação moral individual e colectiva… como nos filmes de Elia Kazan.

Está dito:
“Uma rapariga de longos cabelos pretos e um nariz arqueado, com uns óculos de avozinha em cima, aproximou-se da cova e emitiu uma mensagem. “O sexo”, proclamou ela, “é politicamente importante”. As pessoas sexualmente inibidas são oprimidas.”.

Círculo de Leitores; 392 p.

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Título: O perigo espreita
Autor: Tami Hoag

De quem se fala:
Tami Hoag, escritora norte-americana, é originaria do Minnesota, casada e a viver em Chalottesville, na Virgínia. Os seus livros aparecem nas listas americanas de bestsellers desde a publicação em 1988 do seu primeiro romance.

O que se diz:
“Um livro a transbordar de perigosas intrigas e paixões proibidas”

Romantic Times

Está dito:
“Tinham sucedido demasiadas coisas em muito pouco tempo; as suas emoções haviam transbordado e parecia agora incapaz de senti-las. Tratava-se de um mecanismo de defesa, estava magoada, por isso o seu cérebro cortara essa sua capacidade. A única altura em que as suas emoções voltavam era de noite, quando estava demasiado cansada…”

Círculo de Leitores; 294 p.

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Febre Italiana

Título: Febre Italiana
Autor: Valerie Martin

De quem se fala:
Valerie Martin é autora de vários livros de contos e de sete romances, destacando-se os títulos: Propriedade e Mary Reilly, entre outros. Com o romance Propriedade, Valerie Martins recebeu o Prémio Orange 2003, o equivalente ao Booker para escrita feminina. As sua obras estão traduzidas em mais de dez países. Valerie Martin vive em Nova Iorque.

O que se diz:
“Entretenimento à parte…Martin escreveu um romance de ideias”
The New York Times
“Enfeitiça…virtuoso…o talento de Valerie faísca cheio de brilho”
The New York Times Book Review

Está dito:
“A Toscana está salpicada de belas cidadezinhas, cada uma justamente famosa por alguma coisa, seja a perfeição da sua piazza, o encanto do seu campanário, os frescos invulgares na igreja, o saudável ar de montanha da sua localização, a vista das suas velhas muralhas, seja a incomparável bistecca servida no restaurante, outrora um mosteiro, um castelo ou uma quinta, passível de ser alcançado após uma breve viagem de carro às margens de um pitoresco lago, uma alameda de ciprestes, uma vinha. Ugolino não é uma dessas.”

Cavalo de Ferro; 250 p.

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As Paixões de Júlia

Título: As paixões de Júlia
Autor: Somerset Maugham

De quem se fala:
William Somerset Maugham, um dos mais famosos romancistas e dramaturgos ingleses do século XX, nasceu em Paris em 1874, e faleceu em Nice, em 1965. Entre as suas obras mais conhecidas destacam-se Servidão Humana, O fio da navalha, Paixão em Florença, A lua e cinco tostões e O véu pintado.

O que se diz:
“Brilhante. A absoluta e inigualável mestria com que Somerset Maugham escreveu esta obra causaria inveja a qualquer romancista”

Chicago Tribune

Está dito:
“Obrigava a sua companhia a trabalhar arduamente. Ensaiavam todas as manhãs das dez às duas horas, altura em que mandava os actores para casa decorar papéis e repousar antes do espectáculo da noite. Tratava-os mal, gritava com eles, troçava deles. Pagava-lhes mal. Mas, quando representavam bem uma cena comovente, chorava como uma criança e, quando diziam uma fala cómica como ele pretendia, ria a bandeiras despregadas. Quando estava satisfeito saltitava pelo palco num só pé e quando estava furioso atirava o texto ao chão e calcava-o, desfeito em lágrimas de raiva.”

Edições ASA; 251 p.

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